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Dá para ser regional sem deixar de ser global…

03/02/2011

… e dá para ser global sem deixar de ser regional!

Bom gente, eu trabalho no mundo real… então nem sempre dá para acompanhar os desfiles no dia em que acontecem.. com um pouco de delay vou falar sobre a Maria Bonita que há algumas coleções vem explorando o Brasil como tema inspiracional! Coisa que apoio e assino embaixo se é apresentado com originalidade e sem obviedade.

Bom, hoje fui ver com mais calma o desfile e descobri que, assim como Ronaldo Fraga aproveitou a arte de Athos Bulcão em Brasília, a Maria Bonita se inspirou na capital do Brasil e em Athos Bulcão! MUIIITA coincidência, mas com resultados completamente opostos.

Apesar de ter um quê de Jean Paul Gaultier na idéia das ‘bolsas-bolsos’, eu achei que a coleção conseguiu, inspirado em algo do Brasil, ter uma cara bem global e usável não somente no Brasil como e outros países também.  A “inspiração cópia” da bolsinha-bolso, pode até ser perdoada se considerarmos que era onde os candangos carregavam as marmitas.

No meu TCC sobre a busca da brasilidade falei sobre usar da regionalidade para ser global, abusei do exemplo do colibri apresentado por Franceso Morace (presidente do Future Concept Lab) para mostrar como é possivel ser global sem deixar de ser regional:

Levando em consideração que falar de identidade é falar de algo único, idêntico e que é perfeitamente semelhante em todos os pontos, entendemos que buscar a identidade brasileira de moda, seria limitar a moda nacional a um padrão e a algumas regras, portanto, falaremos de estilo brasileiro, ao invés de identidade, e para encontrar esse estilo de fazer moda, precisamos levar em conta que há como ser regional, ou local e ao mesmo tempo ser global, considerando as identidades regionais de tantos pontos do nosso Brasil.
No livro organizado por DALPRA (2009), Francesco Morace10 (p.120), relaciona a globalização com a estratégia de polinização do colibri. Em resumo, o colibri encontra as flores em diversas regiões e transporta em seu bico o pólen de uma flor para outra, as flores por sua vez (as que possuem o colibri como polinizador), produzem uma grande reserva de néctar, o que facilita com que sejam encontradas facilmente em qualquer lugar escondido da floresta. A comparação com a globalização ocorre da seguinte maneira: os criadores (os colibris) “capazes de „voar‟ (…) de uma inspiração para outra”, passeiam por diversas culturas, já as culturas locais (as flores), contando com a própria capacidade de atração, são capazes de produzir estímulos únicos e ao mesmo tempo universais. Esse resumo, explica como é possível ser global utilizando de técnicas ou culturas locais, dessa forma, cada cultura mostra que pode contribuir de forma especifica e original para a criatividade global.

(OLIVEIRA,2010 – parte do meu TCC) 

Chega de papo que para quem é de poucas palavras já escreveu muito, vamos as fotos:

Mesmo sendo baixinha usaria esse longos e o macacão fácil fácil

Semelhanças do mundo Fashion! Vale lembrar que Jean Paul Gaultier apresentou o look para o inverno 2010 (em 7 /7/ 2010)

Não sei se uso, mas até que achei simpática!

 

Imagens do FFW
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2 Comentários leave one →
  1. 04/02/2011 9:37 am

    coraçaoooooooooooooooo!!!!!q demais o seu TCC! eu quero ser regionalzinha sempre! em todos os sentidos! heheheehe!!!!!
    o post do SPFW tambem está demais…assisti na TV esse desfile, acho q a bolsinha nao rola não…me parece incomodo não poder trocar a bolsa de lugar…
    deixo mil beijos p vc!

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